Nasceu na cidade de Araraquara, interior de São Paulo, aos 24 de Abril de 1921 e faleceu em Jundiaí, aos 25 de Agosto de 1980. Filho do construtor, Giácomo Venchiarutti e D. Antonieta Gaspari. No ano de 1942 começou a freqüentar as aulas da Escola Nacional de Belas Artes, na cidade do Rio de Janeiro, fazendo o curso de arquitetura. A partir de 1944 começa a desenhar para arquitetos como Oscar Niemeyer e Jorge Machado Moreira. Em 1946 Vasco termina o seu curso e retorna a Jundiaí e começa a trabalhar com seu pai na construção do Edifício Raquel Carderelli, projeto este já iniciado ainda quando cursava a faculdade. O Edifício mostra influências da escola por ele freqüentado, com sacadas, paredes arredondadas, inicialmente, foi projetado para fins residenciais, mas por problemas de custo de acabamento, mudou-se para salas de escritório explicando assim o uso das sacadas. É a primeira construção a usar pastilhas (tipo de revestimento até hoje muito usado), e também a primeira construção em andares na cidade, com escritórios, lojas e sobrelojas, situa-se na Praça Governador Pedro de Toledo de fronte a Matriz Nossa Senhora do Desterro. Depois ele projetou e construiu sua casa que morou por algum tempo, três sobrados na Avenida Dr. Cavalcanti, um marco na arquitetura moderna na cidade, nota-se uma influência de Lucio Costa (arquiteto, que nasceu na França em 1902, mas seus pais eram brasileiros a serviço no exterior Diplomou-se arquiteto em 1924 pela Escola Nacional de Arquitetura no Rio de Janeiro e em 1930 é diretor dessa mesma Faculdade, mudando o sistema de ensino, é autor do Plano Piloto de Brasília em 1957, também foi responsável pela vinda do arquiteto franco-suíço Le Corbusier), Vasco usou treliça de madeira como “brise- soleil” para fazer sombra na hora do sol mais forte. Em 1947 as eleições seriam as primeiras depois do Estado Novo, era preciso um candidato para Jundiaí, um grupo de jundiaienses liderados por Dr.Nicolino de Lucca, Dr. Rafael Mauro, entre outros, com apoio de Ademar de Barros (governador de São Paulo), indicaram Vasco para vereador, mas por falta de candidato ele passou a concorrer para prefeito, Sua campanha foi de uma autenticidade jamais vista nos comícios. .Em Janeiro de 1948 toma posse como Prefeito de Jundiaí, aos 27 anos de idade. Nesse ano casa-se com Liliana Pascoal. A sua maior preocupação era um planejamento para a cidade, no sentido de coordenar as linhas do crescimento, distribuição de zonas de acordo com a localização, coordenar a expansão de construções e de loteamentos. Todas as obras mencionadas em sua campanha realizaram-se. Como prefeito, Vasco fez o tratamento e distribuição de água e esgoto, calçamentos, galerias de águas pluviais, iluminação, educação, postos de puericultura... Uma da obras prioritária foi à construção do Viaduto São João, ligando o centro com o bairro da Ponte São João, e comunicando-se através de uma escada em caracol com a Vila Graffe. Em 1950 começou a construção da Avenida Jundiaí que liga o centro a Via Anhanguera, em 1951 foi iniciada a obra do trevo junto a Avenida. O Ginásio de Esporte Dr. Nicolino de Lucca começou a sua construção na gestão do prefeito Vasco, mas só foi inaugurado na gestão seguinte do prefeito Luis Latorre (1952/1956). O “Bolão” é uma das maiores obras do arquiteto, como também um dos maiores marcos da cidade. Sua forma arredondada é a primeira obra em casca de concreto, daquele porte na América Latina, tem uma cúpula de concreto de 60 metros de diâmetro com 25 metros de altura com capacidade para 5000 pessoas. Essa solução foi utilizada mais tarde por Oscar Niemeyer no Palácio das Artes no Ibirapuera, e também no Ginásio do Ibirapuera. O Parque Comendador Antonio Carbonari, mais conhecido por “Festa da Uva”, foi projetado para exposições de uva e lazer, com três pavilhões, um restaurante (demolido), Concha Acústica (demolido). Vasco é novamente eleito prefeito em 1956. O Plano Diretor já era sua antiga meta, um plano piloto foi elaborado para organizar o município, Vasco se despede da política e se dedica unicamente a arquitetura.
Mariangela Mazzola Mendes é arquiteta e urbanista, da Comissão de Projetos e Obras Públicas e do Grupo de Arquitetura Moderna do Instituto de Arquitetos do Brasil, Núcleo de Jundiaí – IAB Jundiaí.
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