O vestibular batendo à porta e a dúvida de muitos não é somente sobre qual profissão escolher, mas o que fazer depois de formado, trabalhar aonde? Para esses pensamentos, uns chamam de indecisão, outros de precaução. E a arquitetura, uma escolha tão apaixonante para muitos, não deixa de carregar essas dúvidas também. Mas talvez, seja até por isso, que ela seja tão apaixonante, por se situar no limiar entre as Ciências Humanas e as Exatas, somando arte e técnica, consegue resultar num leque de oportunidades de atuação.
O arquiteto, além de poder trabalhar de forma autônoma em escritório próprio, executando projetos para pessoas ou empresas, poderá pertencer a uma construtora ou escritório de planejamento coligado com outros profissionais.
Na área da construção, opção primeira, o profissional executará projetos, construção e acompanhamento de residências, conjuntos habitacionais, edifícios, prédios comerciais, escolas, hospitais ou indústrias, incluindo ou não a contratação de mão-de-obra e compra de materiais.
Se optar pelo paisagismo, poderá projetar organizar ou modificar jardins, parques e praças, considerando a organização do espaço para uso social e recreativo, especificando plantas e materiais.
Na arquitetura de interiores, uma das vedetes das opções, organizará o espaço interno da construção, definindo os detalhes, esquema de cores, o acabamento do ambiente e os materiais de revestimento e iluminação, bem como a escolha de mobiliário e acessórios. Poderá também desempenhar esta atividade em lojas, escritórios e indústrias.
Comunicação Visual é uma área interessante também de se atuar. Devido às disciplinas de estética, desenho de observação, linguagem visual contidas no curso, o profissional terá capacidade de trabalhar na concepção da identidade visual de empresas. E é uma área que está se desenvolvendo muito nos últimos anos, graças aos recursos de computação gráfica, se tornando um campo muito promissor.
E por falar em desenvolvimento tecnológico, outra área de atuação, é a produção gráfica, na realização de maquetes eletrônicas, tão presente na execução dos projetos, atualmente.
No campo do Desenho de mobiliário, o profissional poderá criar projetos de móveis, peças de mobiliário, e outros objetos para serem produzidos em marcenarias e serralherias.
No caso de optar pela área da Luminotécnica, executará projetos para iluminação de pequenos e grandes espaços como shoppings centers, empresas e fachadas. É uma atividade também ligada à indústria de luminárias.
No segmento do urbanismo, a sua atuação será em planejamento de cidades, incluindo as ruas, parques e bairros, e organização do plano diretor que irá orientar o seu crescimento. Enfim, o urbanista trabalhará no planejamento físico regional que envolve vários centros urbanos. E para isso, o Poder Público mantém Secretarias de Planejamento, nos níveis municipal, estadual e federal, aonde contrata arquitetos para planejar, organizar e administrar estas obras públicas.
Como opção desafiante, surge a área de ensino, pesquisa e pós-graduação. Atividade desenvolvida principalmente nas universidades, de forma acadêmica, mas podendo ser realizadas em escolas técnicas ou escolas preparatórias, com cursos livres. O magistério superior e técnico pode ser exercido desde que o Arquiteto busque seu aperfeiçoamento e especialização.
Restauração de edificações e requalificação do patrimônio histórico, fotografia, artes, elaboração de cenários e vitrinismo são outros resultados da tão abrangente, apaixonante e intrigante arquitetura.
Se a dúvida, depois desses esclarecimentos, é qual ramo seguir, não há preocupação, a própria vivência e experiência acabam direcionando para uma ou mais opções. Do arquiteto são esperadas soluções criativas, pertinentes, significativas, conscientes e competentes, econômicas e confortáveis, que requerem não só criatividade e conhecimento, mas comportamento ético, compromisso social, formação cultural e sensibilidade.
O importante aqui, é salientar para a reflexão da escolha: a arquitetura. Esse intercâmbio de informações mostra que a sua natureza rica, complexa e multidisciplinar nos deixa sempre, no mínimo, com uma perspectiva positiva do futuro.
Autora:
Cláudia Mendonça é arquiteta e membro do Instituto dos Arquitetos do Brasil-IAB, Núcleo Jundiaí.
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