19/06/2007 - custo ou investimento

Uma residência ou um comércio com ambientes aconchegantes, harmoniosos e funcionais são sempre bonitos e isso independe das características da mobília, das cores utilizadas ou do estilo empregado, o importante é a composição das peças com o espaço. Conciliar a estética e a funcionalidade e ainda atender as expectativas de cada cliente não é tarefa fácil para os profissionais. À medida que o mundo se transforma o ser humano evolui, buscando sempre se adaptar ao ambiente em que se encontra inserido.

As necessidades de cada indivíduo, como um ser único no universo, são tão diversas que as soluções de projetos tornam-se infinitas. A tarefa do arquiteto é saber interpretar seu cliente e materializar o seu sonho. O arquiteto é responsável pela extensão da imaginação das pessoas, faz a ligação do mundo da fantasia com a realidade, ele é capaz de exteriorizar os pensamentos alheios e transformá-los em Arte. Quando se contrata um arquiteto é preciso estar ciente que ele fará parte de um grande período de sua vida, de um pedaço de sua intimidade e será responsável por um investimento que às vezes é a economia de uma vida toda.

Para que o projeto chegue em sua excelência a relação entre cliente e profissional deverá ser a mais sincera e honesta possível, uma vez que o profissional será responsável por transformar suas aspirações em realidade e conseqüentemente será responsável pela sua felicidade e de seus familiares. Hoje a versatilidade dos materiais e a evolução da tecnologia nos levam a observar no mercado um número muito grande de produtos variados. Cabe ao arquiteto levar as informações aos seus clientes e saber transmitir se o investimento naquele material terá o retorno desejado ou se é possível conseguir o mesmo efeito com uma peça de menor custo e melhores qualidades.

A economia na obra vai depender do profissional contratado ter o domínio e conhecimento sobre os materiais a serem empregados e elaborar soluções criativas para atender seus clientes em todos os sentidos, tanto estética e funcionalmente, quanto economicamente. No projeto arquitetônico temos que levar em considerações dois fatores: os fatores subjetivos e os fatores objetivos. Os fatores subjetivos estão relacionados à utilização do espaço juntamente com as preferências pessoais de quem o ocupará, são fatores que independem de regras e sim da forma de viver de cada um. Os fatores objetivos são regidos por normas técnicas, ergonometria, trabalhabilidade e resistência dos materiais, fatores climáticos, posição geográfica, qualidade do solo etc.

No produto final a parte visível (os fatores subjetivos) é muito pequena em relação ao que está oculto (os fatores objetivos). Uma obra só será considerada obra-prima quando a integração desses dois fatores atingirem sua excelência. O papel do arquiteto é conciliar todas as preferências de uma família e transformá-las em ambientes que agradem a todos os seus habitantes e visitantes. Na maioria das vezes os opostos se atraem. Sendo assim, como solucionar uma suíte onde o marido gosta do preto e a esposa gosta do branco? Se um gosta de apertar a pasta de dente no meio e o outro no final?

Como solução, poderíamos projetar dois banheiros distintos ou apenas duas pias. Esses exemplos são algumas das situações enfrentadas por todas as famílias e que serão solucionadas pelo profissional contratado, pois a responsabilidade pela harmonia do ambiente e conseqüentemente na contribuição pelo sucesso do convívio familiar será do arquiteto. Mas você deve estar pensando o quanto custará esse arquiteto. Com a ponderação custo versus benefício você verá o quanto a presença desse profissional na sua obra será importante. Ao final você entenderá que sua realização pessoal não tem preço e que a contratação de um bom arquiteto será um grande investimento.

Andra Callegari é arquiteta e urbanista; também atua na área de arquitetura de interiores; diretora - tesoureira do Instituto de Arquitetos do Brasil, Núcleo Jundiaí - IAB Jundiaí, telefones: 4521-2844 / 9905-0939.
andracallegari@maxiweb.com.br.